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CEPAL propõe mudança estrutural com igualdade e sustentabilidade ambiental no centro

Trata-se de transformar e diversificar o padrão exportador além das matérias-primas e aumentar o investimento em setores intensos de conhecimento, afirmou a Secretária Executiva do organismo, Alicia Bárcena.

22 de junho de 2012|Comunicado de imprensa

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Alicia Bárcena, Secretaria Ejecutiva de la CEPAL (centro) participó en el evento titulado Perspectivas regionales de crecimiento verde y desarrollo sostenible, organizado por las cinco Comisiones Económicas Regionales de las Naciones Unidas.
Alicia Bárcena, Secretaria Ejecutiva de la CEPAL (centro) participó en el evento titulado Perspectivas regionales de crecimiento verde y desarrollo sostenible, organizado por las cinco Comisiones Económicas Regionales de las Naciones Unidas.
Foto: CEPAL

(21 de junho de 2012) "A região necessita entrar na terceira revolução industrial para superar a desigualdade além da pobreza. Para isso são cruciais as políticas industriais, uma macroeconomia em sintonia com o esforço da industrialização com sustentabilidade ambiental e políticas de proteção  social e do mercado de trabalho",  afirmou hoje Alicia Bárcena, Secretária Executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), durante um evento paralelo à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.

"A integração dos pilares econômicos, sociais e ambientais do desenvolvimento sustentável foi reconhecido, inclusive na Cúpula da Terra no Rio em 1992, como um fator fundamental para alcançar uma agenda equilibrada de desenvolvimento. Enretanto, a aplicação do conceito na prática demonstrou ser um desafio", acrescentou.

Bárcena participou do evento intitulado Perspectivas regionais de crescimento verde e desenvolvimento sustentável, organizado pelas cinco Comissões Econômicas Regionais das Nações Unidas, onde os participantes analisaram os desafios e as oportunidades para a efetiva aplicação de um enfoque integrado do desenvolvimento sustentável.

Como convidados especiais assistiram o Presidente da Indonésia, Susilo Bambang Yudhoyono, o Primeiro-Ministro do Líbano, Najib Mikati, o Vice-Primeiro-Ministro da Moldávia, Mihai Moldovanu, e o Ministro do Ambiente, Energia e Telecomunicações de Costa Rica, René Castro, que compartilharam suas visões sobre as oportunidades e os desafios para a integração das três dimensões do desenvolvimento sustentável, a partir da perspectiva de seus próprios países.

René Castro referiu-se à decisão de seu país de fazer do manejo sustentável da biodiversidade e da paisagem uma fonte adicional de recursos e a aliança com países da Ásia-Pacífico, como a Indonésia, para potencializar o manejo dos recursos naturais renováveis.  Ao mesmo teempo reconheceu que há desafios como o saneamento hídrico e a urgente necessidade de acelerar a formação de profissionais capazes de aproveitar as oportunidades da mudança de paradigma, especialmente na área de engenharia.

Os Secretários Executivos das Comissões Econômicas para a África (ECA),  da América Latina e Caribe (CEPAL), Ásia Ocidental (ESCWA), Ásia e Pacífico (ESCAP) e Europa (ECE), apresentaram exemplos de boas práticas na implementação de políticas públicas e programas que conseguiram promover um enfoque integrado de desenvolvimento sustentável no âmbito regional.

Os altos funcionários enfatizaram a importância da dimensão regional como um vínculo fundamental para a formulação de uma resposta eficaz e coordenada a problemas econômicos, sociais e ambientais transfronteiriços.

Alicia Bárcena advertiu que "a integração dos pilares econômicos, sociais e ambientais do desenvolvimento sustentável implica na execução de ações coordenadas e complementares nos diferentes setores que se traduzam no crescimento econômico e na consecução dos objetivos sociais, sem colocar em risco os recursos limitados do planeta".

A região da América Latina e do Caribe caracteriza-se por uma abundante reserva de recursos naturais que, segundo estatísticas da CEPAL, incluem um terço das reservas mundiais de água, 12% da terra cultivável na região, 13% da produção mundial de petróleo, 49% das reservas mundiais de prata e 48% da produção mundial de soja.

Enretanto, apesar de contar com recursos naturais,  estabilidade macroeconômica e ser a América Latina e o Caribe exportadores de êxito de suas matérias-primas, ainda não conseguiram traduzir esses ganhos em um desenvolvimento mais equitativo e sustentável, assegurou a Secretária Executiva da CEPAL.

Bárcena considerou a importância de avançar para uma melhor governança  dos recursos naturais. Governança entendida como a apropriação e distribuição dos rendimentos crescentes da exploração desses recursos para maximizar sua contribuição à inovação, à mudança estrutural, à proteção social e reduzir ao mínimo as externalidades negativas.

Os mecanismos e estratégias para consegui-lo requerem políticas públicas que envolvem reformas regulatórias e fiscais, assim como planejamento estratégico e gestão e administração dos conflitos ambientais, acrescentou.

Bárcena enfatizou que para a região é necessário reverter a tendência para as economias que dependem enormemente das exportações primárias e garantir a criação de políticas que invistam em conhecimento, infraestrutura e tecnologia. Alertou também sobre o risco de reprimarização em função da concentração de exportações de commodities.

Durante a Conferência Rio+20 a Secretária Executiva da CEPAL participou em uma série de atividades como a apresentação do informe A sustentabilidade do desenvolvimento 20 anos após a Cúpula da Terra: Avanços, brechas e diretrizes estratégicas para a América Latina e o Caribe , em um evento paralelo organizado pelo Centro de Pensamento Ambiental com sede em Washington D.C., pelo Instituto de Recursos Mundiais (WRI), e no lançamento de um documento conjunto elaborado com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), do Brasil, entre outros.

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