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Reconstrução do Haiti e do Chile requer colocar a mulher no centro do desenvolvimento

Autoridades e representantes das Nações Unidas expuseram sobre os desafios pendentes neste tema durante a XI Conferência Regional sobre a Mulher, realizada em Brasília.

3 de agosto de 2010|Comunicado de imprensa

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La Secretaria Ejecutiva de la CEPAL, Alicia Bárcena, junto a la Ministra de la Condición Femenina y de los Derechos de las Mujeres de Haití, Marjorie Michel; la Secretaria General Adjunta de Apoyo a las Actividades en Terreno de las Naciones Unidas, Susana Malcorra; y la Ministra de la Secretaría de Políticas para las Mujeres de Brasil, Nilcéa Freire.
La Secretaria Ejecutiva de la CEPAL, Alicia Bárcena, junto a la Ministra de la Condición Femenina y de los Derechos de las Mujeres de Haití, Marjorie Michel; la Secretaria General Adjunta de Apoyo a las Actividades en Terreno de las Naciones Unidas, Susana Malcorra; y la Ministra de la Secretaría de Políticas para las Mujeres de Brasil, Nilcéa Freire.
Foto: Alberto Ruy

(Brasília, 15 de julho de 2010) Os efeitos das devastadoras catástrofes naturais (terremotos e tsunami) ocorridas no Haiti e no Chile em janeiro e fevereiro de 2010 foram um duro golpe principalmente para as mulheres e crianças de ambos os países. Por isto, são necessárias ações que coloquem, sobretudo as mulheres, no centro dos esforços de reconstrução.

Esta foi a principal conclusão da sessão especial sobre "Haiti e Chile: (re)construir a igualdade", realizada hoje em Brasília, no marco da Décima Primeira Conferência Regional sobre a Mulher da América Latina e do Caribe.

A reunião, na qual participou Susana Malcorra, Secretária Geral Adjunta de Apoio às Atividades em Campo das Nações Unidas, foi encabeçada por Alicia Bárcena, Secretária Executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) e moderada por Marjorie Michel, Ministra da Condição Feminina e dos Direitos das Mulheres do Haiti.

Bárcena lembrou que o Brasil e o Chile estão entre os países que demonstraram maior solidariedade com o povo haitiano, uma vez que participaram ativamente na Missão de Estabilização que as Nações Unidas estabeleceram naquele país (MINUSTAH).

De acordo com uma avaliação do terremoto realizada pelo Governo do Haiti com o apoio técnico da CEPAL, Banco Interamericano de Desenvolvimento, Banco Mundial, Sistema das Nações Unidas e a Comissão Europeia, os danos totais chegariam a mais de US$ 7,8 bilhões, equivalente a mais de 120% do PIB do país em 2009.

No desastre, 222.000 pessoas perderam suas vidas e quase 311.000 pessoas ficaram feridas, e 1,5 milhão - quase 15% da população nacional - sofreram danos.  

Susana Malcorra, que coordena todas as missões de manutenção da paz da ONU no mundo, disse que "provavelmente, o terremoto do Haiti seja a tragédia mais terrível da historia recente", mas que ao mesmo tempo constitui uma oportunidade para colocar a mulher no centro das tarefas de reconstrução e desenvolvimento.

"O caminho que temos que percorrer para reconstruir o país será muito longo e doloroso. Só o tempo nos permitirá determinar o impacto e a gravidade da tragédia.", indicou.

Mencionou que as Nações Unidas perderam 101 pessoas nesta catástrofe e se referiu em particular a Luis Carlos Acosta, alto funcionário brasileiro da ONU no Haiti. Ela enfatizou que há 30% de mulheres nas forças de paz e que existe um grande compromisso por aumentar este número no futuro.

A Ministra Michel realizou um balanço da situação da mulher em seu país e reconheceu que, apesar dos progressos realizados nos últimos anos, as desigualdades persistem e representam um freio aos esforços para melhorar suas condições.

"Agora que terminou a etapa de emergência após o terremoto, o país está avaliando os recursos que são necessários para a reconstrução, que deve levar a uma condição mais igualitária e mais justa das mulheres", acentuou.

Na sessão, expôs também Belén Sapag, Primeira Secretária da Missão do Chile nas Nações Unidas, que concordou com as demais expositoras de que é necessário colocar a mulher no centro dos esforços de reconstrução. "As mulheres estão mais expostas à vulnerabilidade e estas emergências servem como oportunidade par visualizar a situação das mulheres", declarou.

Ela acrescentou que há urgência em melhorar a qualidade dos indicadores sociais dos países, para que as estatísticas oficiais sejam especificadas por sexo e por idade e assim poder conhecer realmente o estado em que vivem as mulheres. No terremoto e tsunami que afetou o Chile, 521 pessoas perderam a vida.

Na sessão participaram ainda Sergia Galván, Diretora Executiva da Coletiva Mulher e Saúde da República Dominicana, e Lise Marie Dejean, Coordenadora Nacional da Solidarite Fanm Ayisyen (SOFA), do Haiti.

Maiores informações sobre a Décima Primeira Conferência Regional sobre a Mulher da América Latina e do Caribe estão disponíveis no website da CEPAL.

Para consultas e a coordenação de entrevistas, favor contactar no Brasil Valderez Caetano, valderez.caetano@cdn.com.br; telefones: (61) 3704-7660, (61) 8117-7518; Talita Sitta, talita.sitta@cdn.com.br ; telefones: (61) 9105-4870; ou Cláudio Tourinho, tourinho@cdn.com.br ; telefones: (61) 3704-7660, (61) 8117-7313, da CDN Comunicação Corporativa; ou a Unidade de Informação Pública e Internet da CEPAL. Email: dpisantiago@cepal.org ; telefone: (56 2) 210 2040/2149.

 

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