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Apoio urgente aos países do Caribe para que possam avançar no cumprimento dos ODS no contexto da pandemia

Autoridades, funcionários internacionais e representantes da sociedade civil participaram de um painel dedicado à sub-região na quarta reunião do Fórum dos Países da América Latina e do Caribe sobre Desenvolvimento Sustentável.

17 de março de 2021|Notícia

Autoridades, funcionários das Nações Unidas e representantes da sociedade civil solicitaram que se preste apoio urgente aos países do Caribe para que possam avançar no cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 num contexto de grande debilidade financeira devido à pandemia de COVID-19 e aos impactos dos desastres naturais, entre outros fatores, durante uma sessão da Quarta Reunião do Fórum dos Países da América Latina e do Caribe sobre Desenvolvimento Sustentável.

O painel Construir um futuro melhor no Caribe: temas-chave para a implementação da Agenda 2030 na etapa pós-COVID-19 contou com palavras de abertura de Alicia Bárcena, Secretária Executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), e de Christian Guillermet-Fernández, Vice-Chanceler para Assuntos Multilaterais do Ministério das Relações Exteriores e Culto da Costa Rica.

Posteriormente, fizeram apresentações Marsha K. Caddle, Ministra de Assuntos Econômicos e Investimento de Barbados; Dean Jonas, Ministro da Transformação Social e Economia Azul de Antígua e Barbuda; Roshan Parasram, Diretor Médico do Ministério da Saúde de Trinidad e Tobago; Kari Grenade, Assessora Macroeconômica do Ministério das Finanças, Planejamento, Desenvolvimento Econômico e Desenvolvimento Físico de Granada e Presidente do Grupo Técnico de Trabalho do Plano Nacional de Desenvolvimento Sustentável 2035; Andrew Lee, Diretor-Geral Interino de e-Learning Jamaica Co. Ltd; Terry Ince, Fundadora e Coordenadora do Comitê CEDAW de Trinidad e Tobago; e Birgit Gerstenberg, Coordenadora Residente das Nações Unidas em Belize e El Salvador, com a moderação de Diane Quarless, Diretora da sede sub-regional da CEPAL no Caribe.

“Há quatro anos, neste mesmo Fórum, lançamos a iniciativa ‘O Caribe primeiro’ para enfrentar os desafios específicos que os pequenos Estados insulares em desenvolvimento do Caribe enfrentam. É uma estratégia destinada a assegurar que prestemos atenção oportuna e urgente às necessidades desta sub-região. É um apelo à solidariedade para que os países da nossa região e de todo o mundo apoiem esses pequenos Estados que lutam para superar os obstáculos ao seu desenvolvimento”, disse Alicia Bárcena.

Embora as medidas sanitárias tenham sido em geral efetivas para manter baixas taxas de mortalidade pela pandemia de COVID-19, cobraram um alto preço no bem-estar econômico, social e psicológico de todos os habitantes do Caribe, explicou a máxima representante da CEPAL.

Neste sentido, indicou, a recuperação pós-COVID-19 oferece uma importante oportunidade ao Caribe para traçar uma nova rota para o cumprimento dos ODS e criar uma renovada estratégia para fortalecer a resiliência e construir um futuro melhor.

É necessário diversificar a economia nos países do Caribe que dependem fortemente do turismo. “Uma economia resiliente deverá ser mais diversificada para expandir a base de receita e criar novas oportunidades de crescimento e trabalho decente”, ressaltou Alicia Bárcena.

Em suas palavras de abertura, o Vice-Chanceler Christian Guillermet-Fernández celebrou a iniciativa “O Caribe primeiro” lançada pela CEPAL; segundo ele, a iniciativa “reunirá os esforços para continuar construindo de forma conjunta e, portanto, construir melhor”. A autoridade também apoiou as propostas do organismo regional das Nações Unidas para aliviar a dívida dos países da sub-região e criar um fundo de resiliência para a adaptação à mudança climática.

Durante suas apresentações, os representantes indicaram diversos desafios que os países do Caribe enfrentam para cumprir a Agenda 2030 no contexto da pandemia e os esforços de recuperação. Instaram a avançar rumo a uma arquitetura financeira internacional que promova o desenvolvimento sustentável, garantir o acesso ao financiamento e fortalecer a colaboração entre os setores público e privado e a sociedade civil para construir melhor no futuro. Também reconheceram a necessidade de diversificar as economias da sub-região, para não depender exclusivamente de setores como o turismo, e assinalaram a urgência de impulsionar uma economia circular, entre outros temas.

A quarta reunião do Fórum dos Países da América Latina e do Caribe sobre Desenvolvimento Sustentável, que pela primeira vez em sua história foi realizada de maneira virtual, reúne mais de 1.200 representantes de governos, sociedade civil, organismos internacionais, setor privado e academia, que até 18 de março examinaram os avanços e desafios da implementação da Agenda 2030 na América Latina e no Caribe, a região em desenvolvimento mais impactada pela COVID-19 do ponto vista sanitário, econômico e social.