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A CEPAL reconhece os avanços do México em eficiência energética para alcançar os Objetivos da Agenda 2030

De 1995 a 2015, o setor residencial reduziu seu consumo de energia em 45,9%, revela o Relatório Nacional de Monitoramento da Eficiência Energética 2018, recentemente publicado pela sede sub-regional do organismo no país.

25 de junho de 2018|Notícia

No México o consumo de energia no setor residencial diminuiu 45,9% graças a políticas públicas focalizadas; se o mesmo esforço for aplicado nos setores industrial, comercial e de serviços, transporte e agropecuário, o país poderá alcançar a meta de duplicar a taxa mundial de melhoria da eficiência energética do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 7, revela o Relatório Nacional de Monitoramento da Eficiência Energética do México, 2018.

A pesquisa assinala: “O México é um dos países da América Latina com maior tradição e impacto em ações e programas de uso eficiente de energia”. Entre os principais fatores que incidiram na redução da intensidade energética do país estão a terceirização da economia, as mudanças estruturais, a substituição de combustíveis e as ações de eficiência energética em resposta à elevação dos preços da energia.  

O relatório, elaborado em conjunto pela CEPAL, Agência Alemã para a Cooperação Internacional (GIZ) e Agência Francesa do Meio Ambiente e Gestão da Energia (ADEME), apresenta uma análise completa da história da eficiência energética mexicana.

A CEPAL trabalha pela obtenção de um compromisso universal no qual cada país opte pela busca de um desenvolvimento sustentável que satisfaça suas demandas econômicas e sociais sem pôr em risco seu capital natural e o equilíbrio ecológico. Os Estados têm soberania plena sobre sua riqueza, recursos e atividade econômica, e cada um estabelece suas próprias metas nacionais com base nos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), indica o relatório.

O estudo dos indicadores realizado na publicação destaca a transcendência da eficiência energética como política pública para o cumprimento da Agenda 2030, especificamente o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 7, sobre energia limpa a preços acessíveis. “No México, as intensidades energéticas setoriais nos últimos 20 anos mostram que, salvo o setor agropecuário, todos os setores de consumo final da energia diminuíram seu índice, e que o residencial é o mais destacado”, indica.

As principais políticas públicas em matéria de eficiência energética se concentraram no setor residencial e reduziram sua intensidade energética de maneira progressiva. O relatório assinala que este setor representa o terceiro lugar do consumo de energia no México, depois dos transportes e do setor industrial.

Entre 1995 e 2015, as intensidades energéticas de cada setor de uso final registraram a seguinte evolução:

• Residencial: diminuiu 45,9%

• Industrial: diminuiu 15,6%

• Comercial e serviços: diminuiu 10,9%

• Transporte: diminuiu 5,6%

• Agropecuário: aumentou 37,7%

As ações para melhoria da eficiência energética refletem o grande interesse do México em manter sua competitividade no mercado internacional e interno. A meta é elevar a produtividade e competitividade do país mediante a diversificação de combustíveis alternativos e a melhoria tecnológica de processos industriais intensivos, explica finalmente o documento.

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