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Cresce o consumo de energia no setor de transporte da Região

Segundo um estudo da CEPAL, todos os países da região aumentaram em mais do dobro seu consumo de energia no setor de transporte entre 1990 e 2010. Por isso, necessita-se urgentemente de um novo enfoque que permita a formulação de políticas priorizando a eficiência energética.

2 de dezembro de 2013|Notícia

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Calle de Brasilia
Foto: Fernando Bizerra Jr. / EFE

O contínuo aumento do consumo de energia em todo o mundo, especialmente o aumento na demanda de combustíveis fósseis para sustentar a mobilidade de pessoas e mercadorias, preocupa os governos no âmbito global. A região da América Latina e Caribe não é exceção e requer urgentemente um novo enfoque que permita a formulação de políticas apropriadas que priorizem a eficiência energética, segundo um recente documento da CEPAL.

Atualmente, o transporte de pessoas e bens representa 20% do total da energia primária consumida no mundo e é responsável por um quarto das emissões de CO2. Na América Latina o consumo final de energia no transporte em 2011 somou mais de 1,5 bilhão de barris equivalentes de petróleo (Mbep), o que representa mais de um terço do total consumido no âmbito regional.

Assim assinala o documento Eficiência energética e mobilidade: rumo a uma economia mais "verde" na América Latina e no Caribe, apresentado pela CEPAL durante o IV Diálogo Político Regional sobre Eficiência Energética, realizado na Cidade do México em 21 e 22 de novembro de 2013.

Segundo o relatório, todos os países da região aumentaram em mais do dobro seu consumo energético no setor de transporte entre 1990 e 2010. A maior alta neste período foi registrada no Panamá, com um crescimento de 390%, seguido pela Costa Rica (294%), Bolívia (287%), Guatemala (273%) e Honduras (257%). Os países que mostraram os menores aumentos foram Colômbia (141%), Argentina (155%) e Jamaica (170%).

A significativa expansão da frota veicular (número de automóveis por habitante) é o fator mais relevante neste desempenho. Esta situação, somada a uma rede viária que não cresceu de maneira correspondente, converteu a mobilidade em um desafio de alta prioridade para a administração de muitas cidades. Nas metrópoles da América Latina o congestionamento tem altos custos econômicos e impactos negativos sobre a qualidade de vida de seus habitantes, inclusive aumento da poluição atmosférica.

Tomando como ponto de partida a estratégia Energia Sustentável para Todos (SE4ALL, na sigla em inglês), lançada pelo Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, em 2012, a CEPAL apresenta em seu documento uma abordagem integral sobre eficiência energética e mobilidade.

Suas propostas baseiam-se no enfoque ASI: A-Evitar (avoid em inglês), S-Mudar (shift em inglés), I-Melhorar (improve em inglês). Evitar viagens e aumentar a eficiência do sistema. Mudar para melhores modos de transporte de modo a aumentar a eficiência da viagem. Melhorar o desempenho do combustível para aumentar a eficiência veicular.

A Comissão acrescenta que o estabelecimento de medidas fiscais, como um nível apropriado de impostos sobre os combustíveis, a eliminação de subsídios aos carburantes e a priorização de fundos e incentivos de pesquisa e desenvolvimento, pode estimular os mercados a buscar soluções de eficiência energética.

Além disso, a CEPAL destaca a necessidade de uma estreita cooperação entre os peritos em energia e transporte na identificação de melhores práticas internacionais dirigidas a aumentar a eficiência da mobilidade. A ideia é propor soluções adaptadas ao nível local que permitam reduzir o consumo energético sem pôr em risco o bem-estar e o desenvolvimento social e econômico.

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