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A inclusão financeira de pequenos produtores rurais é uma estratégia essencial no desenvolvimento rural sustentável com igualdade

Uma nova publicação do organismo regional da ONU revela as amplas desigualdades que caracterizam a inclusão financeira de pequenos produtores em áreas rurais.

22 de dezembro de 2017|Notícia

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Mujeres rurales del Perú cosechan papas.
Foto: Paolo Aguilar/EFE.

A mudança estrutural progressiva no meio rural requer estratégias inovadoras e ferramentas para sua implementação, bem como uma maior capacidade de articulação entre múltiplos atores e instrumentos, onde o setor público ocupa um lugar estratégico para atuar como agente catalizador, afirma uma nova publicação da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL).

O livro Inclusão financeira de pequenos produtores revela as amplas desigualdades nas áreas rurais onde, de acordo com as últimas estimativas, a incidência da pobreza e indigência é praticamente o dobro do nível observado em áreas urbanas.

Isso implica que, apesar de aglutinar menos de 20% da população total, a zona rural concentra um terço dos pobres e quase metade dos indigentes da região, afirma o documento.

As desigualdades entre as zonas urbanas e rurais também se tornam patentes em outras dimensões do bem-estar, como a saúde, a educação, a inserção no mercado de trabalho e o acesso à seguridade social.

Neste contexto, a CEPAL propõe a transformação da estrutura produtiva para atividades e processos produtivos intensivos em conhecimento, que estejam vinculados a mercados dinâmicos, de maneira que estimulem a atividade econômica e a geração de empregos e favoreçam a sustentabilidade ambiental como caminho e a política pública como instrumento.

A publicação assinala que um componente fundamental dessa mudança estrutural progressiva é a transformação inclusiva da zona rural, que eleva a produtividade das atividades primárias, aumentando as capacidades de pequenos produtores rurais para gerar excedentes comercializáveis e acesso a mercados.

“A mudança estrutural progressiva no meio rural requer estratégias inovadoras e ferramentas para sua implementação, bem como uma maior capacidade de articulação entre múltiplos atores e instrumentos, onde o setor público ocupa um lugar estratégico para atuar como agente catalisador”, acrescenta o documento.

O livro Inclusão financeira de pequenos produtores, editado pela sede sub-regional da CEPAL no México, procura fortalecer a análise e a formulação de políticas públicas de modo que fomentem um ecossistema diverso de provedores de serviços financeiros comercialmente viáveis e aumentem o acesso dos pequenos produtores rurais da América Latina a uma ampla gama de serviços financeiros.

Para isso, identifica as melhores práticas em matéria de políticas públicas que surgem do contraste de cinco países (Costa Rica, El Salvador, Honduras, República Dominicana e México) em diferentes fases do processo de formulação e implementação de estratégias integrais de inclusão financeira.

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