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Urgem estratégias de eficiência energética para melhorar o grau de competitividade dos portos da região

Segundo um recente estudo da CEPAL, o tráfego de contêineres refrigerados aumentou consideravelmente nos últimos anos, o que fez crescer o consumo de energia nos terminais.

2 de junho de 2014|Notícia

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Foto: Ricardo Maldonado/EFE

Mais de 95% das exportações da América do Sul se move por meio dos portos.  Por isso, o consumo energético da infraestrutura portuária adquire cada vez mais relevância para a competitividade e a sustentabilidade dos serviços de infraestrutura e das atividades do setor de transporte e logística.

Assim o assinala um relatório da Divisão de Recursos Naturais e Infraestrutura da CEPAL, recentemente publicado na última edição do Boletín FAL ̶ de Facilitação do Comércio e do Transporte na América Latina.

Segundo o estudo, o tráfego de contêineres refrigerados, para o transporte de produtos perecíveis, nos portos da América do Sul aumentou consideravelmente nos últimos anos, especialmente como resultado do aumento do comércio Sul-Sul, o que fez crescer o consumo de energia nos terminais.  Este maior consumo põe em risco a seguridade energética e suscita questionamentos relacionados com as políticas para este setor e seus custos associados.

O relatório assinala que nos últimos anos o consumo de energia do setor de transporte na América Latina ultrapassou 2,0 bilhões de toneladas de petróleo equivalente, representando a terça parte da matriz energética regional. Também, a participação média deste setor no consumo de energia se incrementou de 27% em 1990 a 35% em 2010.

Determinou-se que, atualmente, de toda a energia que os portos latino-americanos usam, em média, 70% são geradas a partir de combustíveis fósseis e 30% provêm da eletricidade. Desta maneira, a tendência presente no setor de eletrificação integral das operações portuárias exige que esta deva ser planejada em conjunto com o setor energético.

Por outro lado, o movimento de contêineres nos portos da região subiu de 10,4 milhões de unidades (TEUs) em 1997 para 43 milhões em 2012. "Como resultado, o comércio de contêineres com mercadorias refrigeradas traz uma pressão extra ao consumo energético eficiente, além da energia necessária para as operações normais dos portos", conforme indica o estudo.

O estudo da CEPAL apresenta uma análise comparativa do consumo energético nos portos de contêineres da América do Sul visando a identificar as principais fontes de consumo e estabelecer linhas de referência para os terminais. O estudo se baseou em pesquisas realizadas em 13 portos do Cone Sul, pertencentes à Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai, que correspondem a 70% do movimento de contêineres no Cone Sul.

O informe propõe seis áreas de ação para buscar soluções energeticamente eficientes para os portos, de maneira que possam melhorar sua competitividade, aumentar sua seguridade energética e seu aporte ao combate da mudança climática.

Estas áreas são: instalação de sistemas de monitoramento de energia, para medir o consumo; identificar claramente suas fontes da energia consumida; formular um plano de eficiência energética e de redução de consumo; implementar de maneira coordenada medidas e estratégias de eficiência energética; obter certificados de eficiência energética; e formular uma estratégia de crescimento sustentável de longo prazo que considere as necessidades futuras de energia.

Para discutir sobre todos estes temas, reuniram-se recentemente na sede da CEPAL em Santiago do Chile expertos internacionais e agentes da indústria portuária e energética do Cone Sul, no seminário sobre consumo e eficiência energética: desafios emergentes de comércio "reefer" em terminais de contêineres na América do Sul.

Nesta ocasião os assistentes analisaram a importância e as oportunidades de eficiência energética nos portos da região e seus benefícios em termos de produtividade, sustentabilidade e rentabilidade.

Mais informações no sítio web da CEPAL.

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